• Alexandra Leitão: “Uma revisão constitucional PSD/Chega deve ser a linha vermelha do PS”
    Jun 29 2026

    Alexandra Leitão, vereadora do PS na Câmara Municipal de Lisboa, é a convidada desta semana. Em discussão esteve a crise da social-democracia na Europa e também o futuro do PS.

    Alexandra Leitão defende que o PS deve fazer entendimentos com o Governo e mostrar-se disponível para negociar “não abdicando de medidas social-democratas”, mas afirma que o PS deve ter uma “linha vermelha”: se o PSD decidir fazer a revisão constitucional com o Chega, torna o diálogo com os socialistas impossível.

    “Estamos a falar de uma mudança de regime e essa deve ser mesmo a linha vermelha para o Partido Socialista”, diz Alexandra Leitão.

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    42 mins
  • Henrique Raposo: “Serei sempre da classe operária”
    Jun 22 2026

    O escritor e cronista Henrique Raposo é o convidado do episódio desta segunda-feira do podcast O que fazer quando tudo arde.

    O seu primeiro romance, As Três Mortes de Lucas Andrade, venceu o prémio Camilo Castelo Branco. Está na forja um segundo, sendo que a sua primeira obra, Alentejo Prometido, era um quase romance.

    Nascido numa família operária, Henrique Raposo diz que será “sempre da classe operária” e que isso o colocou ou à esquerda ou à direita, “dependendo dos momentos históricos”. Pai de duas filhas, está preocupado com o facto de os jovens que têm agora 20 anos serem mais “reaccionários” do que “os da sua geração”.

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    33 mins
  • Inocência Mata: “O racista não é uma pessoa má. O racismo é uma ideologia”
    Jun 15 2026

    Inocência Mata continua a ser a única professora negra na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi muitas vezes vítima de racismo “interpessoal” – havia colegas que lhe corrigiam o português – mas isso actualmente já não acontece.

    Inocência critica o que chama de “racismo sistémico” que faz com que as literaturas africanas e os estudos pós-coloniais sejam menorizados na faculdade. Nesta conversa no podcast O que fazer quando tudo arde, Inocência Mata diz que o racismo em Portugal é mais profundo do que no Brasil: “No Brasil nenhum negro é mandado para a sua terra”.

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    41 mins
  • João Marecos: “Os homens ainda hoje reprimem os sentimentos de uma forma penosa”
    Jun 8 2026

    João Marecos, advogado, está a coordenar um livro sobre masculinidades. Convidado do podcast O que fazer quando tudo arde, Marecos considera que “falta um modelo alternativo de masculinidade”, que permita aos homens expressar emoções e que não os obrigue a estar continuamente “a provar que é homem”.

    João Marecos diz que “há um grande controlo dos homens sobre os outros homens” e que na verdade “não é diferente daquela dinâmica que a Leonor Caldeira também identificou aqui há umas semanas, que acontece nas mulheres”. E esse “controle é um policiamento total sobre as normas da masculinidade, sendo que a grande sanção para o homem é deixar de ser homem”.

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    34 mins
  • Bárbara Bulhosa: "É possível que o livro volte a ser um produto das elites"
    Jun 1 2026

    A editora da Tinta da China Bárbara Bulhosa é a convidada deste semana do podcast O que fazer quando tudo arde.

    Em plena Feira do Livro de Lisboa, conversamos sobre o futuro do livro que, acredita Bárbara, não desaparecerá nunca mas pode voltar a ser – como foi no passado – um produto de elites.

    A Tinta da China faz agora 20 anos, é uma editora independente que vive exclusivamente da venda dos livros e que, diz Bárbara Bulhosa, “não faz cedências ao mercado”.

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    37 mins
  • Carmen Garcia: “Entre um velho e um cão, a esmagadora maioria escolhe o cão”
    May 25 2026

    Carmen Garcia é a convidada deste episódio do podcast O que fazer quando tudo arde. Com Carmen, enfermeira com uma enorme experiência em geriatria, falamos de como a sociedade actual trata as pessoas mais velhas.

    “A velhice não é sexy”, diz Carmen, que considera que o Estado está mais focado em arranjar “mais camas” em lares, em vez de proporcionar condições para o envelhecimento dentro de casa, que é o que a maioria dos mais velhos prefere. Carmen Garcia trabalha há muitos anos em lares de idosos e não tem dúvidas: “A entrada no lar é sinónimo de saída da sociedade”.

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    40 mins
  • Ana Bárbara Pedrosa: “A autodeterminação de género engaveta as pessoas”
    May 18 2026

    A escritora Ana Bárbara Pedrosa é a convidada do novo episódio do podcast O que fazer quando tudo arde.

    Quis inscrever-se no Bloco de Esquerda aos 13 anos, mas como o BE não tinha organização juvenil e não aceitavam menores de idade teve que esperar pelos 18 anos. Neste episódio, falámos da catástrofe eleitoral e da “crise de identidade da esquerda”. E também sobre a identidade de género.

    Ana Bárbara Pedrosa acha que não tem sentido continuar a falar-se de “género”: “O género é simplesmente um conjunto de expectativas sociais em torno de um indivíduo a partir do momento em que nasce, não é outra coisa. Não tem sentido nós encaixotarmos as pessoas desta forma”, afirma Ana Bárbara, para quem esta também acaba por ser “uma visão conservadora e sexista”. “Sempre que falamos de questões trans, estamos a falar de género e de autodeterminação, eu acho que devíamos estar a falar simplesmente de acesso ao Serviço Nacional de Saúde”, diz.

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  • Miguel Poiares Maduro: O autoritarismo “pode, claramente, acontecer em Portugal”
    May 11 2026

    Miguel Poiares Maduro, cientista político, ex-ministro no Governo liderado por Passos Coelho, é o convidado desta semana do podcast O que fazer quando tudo arde.

    Para Miguel Poiares Maduro, a ditadura recente não constitui nenhuma “vacina” contra a ascensão do autoritarismo em Portugal: “O trauma da ditadura não é garantia suficiente para não existir atracção por regimes autoritários”, diz Poiares Maduro, dando como exemplo regimes que alcançaram a democracia muito mais tardiamente que Portugal, como a Hungria e a Polónia, onde o autoritarismo se instalou.

    O estado da democracia nunca esteve tão baixo no mundo e o pior dos sinais vem dos jovens: apenas 45% na Europa e 30% nos Estados Unidos considera a democracia um regime fundamental. Para os nascidos no pós-guerra, esse valor andava nos 75%.

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